É delicada a fronteira entre o amor “como prolongamento narcísico de nós mesmos” (como exijo, sem consciência) e reconhecer o outro como diferente”, ao mesmo tempo que paradoxalmente, se “diluem limites” e não sabemos onde acabamos e começa o outro. Talvez em alguns casos, a forma ou a causa do amor seja doentia. Mas que podemos nós fazer para a corrigir, para a aperfeiçoar? Não será melhor desistir da ilusão de o saber e lhe dar Liberdade? Se assim acontecem tantos amores, poderá haver nisso alguma intenção divina? Não sei. Por mim corrigia-a, mas ate lá, vou amando da forma que sei: distorcida, enrolada… bem “… preciso botar alguma ordem nisto ate os delírios precisam de ser pelo menos um pouco organizados sob algum critério, é preciso dar método à loucura…”
Mas amar é reconhecer o outro como diferente e não como um prolongamento de nós mesmos. É misturar-nos sem o medo de morrer, de matar, ou de perecermos os dois. É podermos viver o sentimento oceânico que dilui limites e não sabermos por vezes onde “eu acabo e tu começas”.
Enlouquece-me querer saber as razões de tudo e hoje não quero ser louca.
Este blog, não é para ou sobre ti. É um daqueles desabafos intempestivos que penso mostrar-te.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
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