segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Poupa-me a filosofia barata.

Não deixarei de ser a mesma, pelo menos vou tentar não deixar de ser a mesma. Tens-me como uma tarada sexual, e eu não consigo perceber porquê, tenho-te como uma enorme fonte de prazer, em que a perfeição um pouco fora do vulgar me leva a lugares nunca dantes imaginados, nunca dantes visitados ou até mesmo, nunca dantes sentidos.
Eu não sei se sou capaz de deixar como tu fizeste… Aliás, eu pelo menos por enquanto, não vou abdicar do que quer que seja por ti. Não vou. Nem pela tua fantástica perfeição e maneira discreta de me fazer sonhar…
Sinto saudades, dói tanto, faz-me falta a tua boca, mexer na tua barba, no teu cabelo, faz-me falta o teu abraço, sou tão pequenina ao teu lado, mas pequenina porque tu tens 1,87 cm e eu apenas 1,71 cm, mas fico grande, porque ao teu lado todas as coisas impossíveis se tornam possíveis. Dói muito ficar longe, mas o êxtase do nosso encontro é maior, conto os minutos todos para ficar contigo, e agora desligas-me o telemóvel e eu não sei, não sei o que fazer…

1 comentário:

  1. Esta mesma lua ilumina a minha amada
    O vento acariciou já o seu rosto
    A lua impregnou-se da sua beleza
    E o vento do seu perfume

    Quem ama de verdade pouco lhe basta
    Para suportar a separação
    Que ela e eu respiremos o mesmo ar
    E que os nossos pés pisem o mesmo chão

    Suspiro por vê-la quando estamos separados
    Anseio por abraçá-la quando a vejo
    E quando abraço essa beleza de olhos rasgados
    Fundir-me com ela é o meu único desejo

    Não pode o lótus florir de noite
    Nem a lua brilhar durante o dia
    Apenas o teu rosto
    Consegue realizar essa magia

    A lua tenta todos os meses em vão
    Captar a beleza do teu rosto
    Descontente com o resultado
    Destrói tudo e começa de novo

    Se a floresta negra dos seus cabelos
    Te convida a explorar os vales
    E os seios essas abruptas montanhas
    Acordam o montanhista que há em ti
    O melhor é parares antes que seja tarde

    Escondido como se fosse um salteador
    Jaz à espera o amor

    Embora não tenham limites as minhas conquistas
    Para mim há apenas uma cidade
    E nessa cidade um palácio
    E nesse palácio um quarto
    E nesse quarto uma cama
    E nessa cama uma mulher
    Adormecida
    A jóia mais valiosa
    De toda a minha coroa

    - Aonde vais na noite escura?
    - Ao encontro daquela por quem o meu coração anseia
    - E sendo formosa e jovem e insegura
    não tens medo de ir sozinha?
    - Sozinha? Não Armado de arco e de flechas
    O amor faz-me companhia

    Quando verei de novo firmas as tuas coxas
    Que em defesa se cerram uma contra a outra
    Para depois se entreabrirem ao desejo obedientes
    E aos cair do vestido de súbito revelarem
    Como um selo de lacre sobre um segredo obscuro
    Húmidas ainda as marcas das minhas unhas

    A beleza não está no que dizem as palavras
    Mas no que dizem sem dizê-lo
    Mais desejáveis são os seios entrevistos
    Através das madeixas do teu cabelo

    Proibido completamente indecente...
    Anseia no entanto o meu coração
    Por essa rapariga adornada com
    As flores vermelhas da primeira menstruação

    O desejo a impele ao encontro do amante
    O receio a detém por um momento
    Parece a seda de um estandarte
    Que ora se abandona ora se furta ao vento

    As manchas vermelhas de betél
    As negras marcas de aloés
    O aroma dos cremes perfumados
    As pegadas de laca
    As flores caídas das suas tranças
    Nos lençóis em desalinho
    Deixam supor as diversas posições
    Que adoptou a amada
    Com o seu amante enquanto faziam amor

    Quando o meu amante se deitou ao meu lado
    Por si só se desprendeu o meu cinto
    E mal suspenso da cintura
    O vestido deslizou-me pelos quadris
    É a única coisa que sei
    Pois mal senti o contacto do seu corpo
    De tudo me esqueci
    De quem era ela
    De quem era eu
    De como foi o nosso prazer

    Esmagados contra o meu peito
    Os seus seios estremecem Entre as suas
    Coxas flui a seiva doce do amor
    "Não outra vez não... Deixa-me descansar..."
    E aos sussurros sucedem-se as súplicas
    E às súplicas os suspiros
    E aos suspiros o silêncio...
    Terei adormecido? Estarei a agonizar?
    Ou será que estou a sonhar?

    Neste vão e flutuante mundo
    O que resta a um homem?
    Pode dedicar-se à oração
    Mas se isso porventura não resulta
    O melhor é refugiar-se entre os seios duma mulher
    Acariciar as suas coxas quentes
    E possuir o que entre elas se oculta

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