Não deixarei de ser a mesma, pelo menos vou tentar não deixar de ser a mesma. Tens-me como uma tarada sexual, e eu não consigo perceber porquê, tenho-te como uma enorme fonte de prazer, em que a perfeição um pouco fora do vulgar me leva a lugares nunca dantes imaginados, nunca dantes visitados ou até mesmo, nunca dantes sentidos.
Eu não sei se sou capaz de deixar como tu fizeste… Aliás, eu pelo menos por enquanto, não vou abdicar do que quer que seja por ti. Não vou. Nem pela tua fantástica perfeição e maneira discreta de me fazer sonhar…
Sinto saudades, dói tanto, faz-me falta a tua boca, mexer na tua barba, no teu cabelo, faz-me falta o teu abraço, sou tão pequenina ao teu lado, mas pequenina porque tu tens 1,87 cm e eu apenas 1,71 cm, mas fico grande, porque ao teu lado todas as coisas impossíveis se tornam possíveis. Dói muito ficar longe, mas o êxtase do nosso encontro é maior, conto os minutos todos para ficar contigo, e agora desligas-me o telemóvel e eu não sei, não sei o que fazer…
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
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Esta mesma lua ilumina a minha amada
ResponderEliminarO vento acariciou já o seu rosto
A lua impregnou-se da sua beleza
E o vento do seu perfume
Quem ama de verdade pouco lhe basta
Para suportar a separação
Que ela e eu respiremos o mesmo ar
E que os nossos pés pisem o mesmo chão
Suspiro por vê-la quando estamos separados
Anseio por abraçá-la quando a vejo
E quando abraço essa beleza de olhos rasgados
Fundir-me com ela é o meu único desejo
Não pode o lótus florir de noite
Nem a lua brilhar durante o dia
Apenas o teu rosto
Consegue realizar essa magia
A lua tenta todos os meses em vão
Captar a beleza do teu rosto
Descontente com o resultado
Destrói tudo e começa de novo
Se a floresta negra dos seus cabelos
Te convida a explorar os vales
E os seios essas abruptas montanhas
Acordam o montanhista que há em ti
O melhor é parares antes que seja tarde
Escondido como se fosse um salteador
Jaz à espera o amor
Embora não tenham limites as minhas conquistas
Para mim há apenas uma cidade
E nessa cidade um palácio
E nesse palácio um quarto
E nesse quarto uma cama
E nessa cama uma mulher
Adormecida
A jóia mais valiosa
De toda a minha coroa
- Aonde vais na noite escura?
- Ao encontro daquela por quem o meu coração anseia
- E sendo formosa e jovem e insegura
não tens medo de ir sozinha?
- Sozinha? Não Armado de arco e de flechas
O amor faz-me companhia
Quando verei de novo firmas as tuas coxas
Que em defesa se cerram uma contra a outra
Para depois se entreabrirem ao desejo obedientes
E aos cair do vestido de súbito revelarem
Como um selo de lacre sobre um segredo obscuro
Húmidas ainda as marcas das minhas unhas
A beleza não está no que dizem as palavras
Mas no que dizem sem dizê-lo
Mais desejáveis são os seios entrevistos
Através das madeixas do teu cabelo
Proibido completamente indecente...
Anseia no entanto o meu coração
Por essa rapariga adornada com
As flores vermelhas da primeira menstruação
O desejo a impele ao encontro do amante
O receio a detém por um momento
Parece a seda de um estandarte
Que ora se abandona ora se furta ao vento
As manchas vermelhas de betél
As negras marcas de aloés
O aroma dos cremes perfumados
As pegadas de laca
As flores caídas das suas tranças
Nos lençóis em desalinho
Deixam supor as diversas posições
Que adoptou a amada
Com o seu amante enquanto faziam amor
Quando o meu amante se deitou ao meu lado
Por si só se desprendeu o meu cinto
E mal suspenso da cintura
O vestido deslizou-me pelos quadris
É a única coisa que sei
Pois mal senti o contacto do seu corpo
De tudo me esqueci
De quem era ela
De quem era eu
De como foi o nosso prazer
Esmagados contra o meu peito
Os seus seios estremecem Entre as suas
Coxas flui a seiva doce do amor
"Não outra vez não... Deixa-me descansar..."
E aos sussurros sucedem-se as súplicas
E às súplicas os suspiros
E aos suspiros o silêncio...
Terei adormecido? Estarei a agonizar?
Ou será que estou a sonhar?
Neste vão e flutuante mundo
O que resta a um homem?
Pode dedicar-se à oração
Mas se isso porventura não resulta
O melhor é refugiar-se entre os seios duma mulher
Acariciar as suas coxas quentes
E possuir o que entre elas se oculta