sábado, 10 de outubro de 2009

só sexo.

Amávamo-vos como se o amor fosse apenas um suplento íntimo dessa revolução que nunca mais chegava.


Adormeço todas as noites nos teus ombros estreitos de adolescente eterno. Não és o melhor, mas possuis um não sei o quê de juventude ancorada que te torna imediatamnete comovente. Usas e abusas desse não sei o quê. Não acreditas em nada, vives num aquário de sonhos impossíveis que faz de ti um anjo negro, abismo de lágrimas congeladas.


Uma vida inteira bão basta para apagar de pele o peso magnifico do teu fulgor.

Todas as noites me acaricio com os teus dedos, fecho os olhos e sugo os treus dedos sob o contorno dos meus e conduzo-te pelo meu corpo como tu me conduzias.

Todas as noites sinto o castanho dos teus olhos grandes dissolvendo-se nos meus com uma felicidade quante, imensa, vejo os teus quadris estreitos de rapaz dançando sobre o redondo do meu ventre, das minhas nádegas, todaas as noites os teus dentes mordem o meu pescoço no sítio exacto em que o meu corpo guardava a última fechdura, todas as noites volto a subir esse monte dos vendavais só nosso. Só sexo, seja.

1 comentário: